A Directora Nacional do Banco Central dos Estados da África Ocidental (BCEAO), disse que até Agosto passado operadores económicos já haviam declarado a exportação de cerca de 180 mil toneladas de castanha de caju.

Em declarações à ANG, o presidente da Comissão interministerial de acompanhamento da campanha, Jaimentino Có precisou que até sexta-feira (13 de setembro) foram efectivamente exportadas 162 mil toneladas de castanha, dos 187 mil já declarados.

Có estima que possam estar a espera de entrar no circuíto de exportação mais de cinco mil toneladas de caju.

No ano passado as exportações foram de 130 mil toneladas de caju, principal produto de exportação da economia guineense.

Helena Nosoline Embalo, citada pelo Jornal Nô Pintcha, falava no termo da terceira sessão do Conselho Nacional de Crédito (CNC) que se reúne trimestralmente para analisar a situação económica e financeira do país, sob a presidência do ministro das Finanças.

Segundo Nosoline Embaló, o CNC tomou nota da recente evolução e das perspectivas económicas que se mantem favoráveis, graças a boa execução do programa de investimento público e ao bom desempenho da campanha da castanha de caju.

Afirmou que os conselheiros registaram, com satisfação, os avanços dos trabalhos da estrada de Buba-Catió, os projectos no sector da energia, o arranque das actividades da fábrica de cimento e o abastecimento regular de electricidade e que igualmente saudaram a parceria celebrado entre a Empresa de Electricidade e Águas da Guiné-Bissau (EAGB) e as operadoras de telecomunicações relativamente aos serviços de liquidação das facturas de fornecimento de energia.

Segundo o jornal No Pintcha que cita uma nota da instituição, perante a degradação de alguns indicadores, os conselheiros do CNC alertaram para a necessidade de tomadas de medidas que permitam corrigir desequilíbrios e recomendam ao executivo a enviar esforços na mobilização de recursos internos, através de alargamento da base de contribuições e de reformas visando melhorar o desempenho da administração tributária.

“Tudo isso para garantir fundos necessários ao financiamento dos sectores sociais e melhoramento de infra-estruturas.

Neste sentido, o CNC felicitou ao Governo pela implementação do Guiché único na Direcção-geral das Alfândegas, que se espera poder contribuir para a melhoria da qualidade de serviços e na redução de custos e, consequentemente, no aumento das receitas”, disse.

Os membros do Conselho Nacional de Crédito realçaram a acessibilidade e disponibilidade dos serviços bancários para as populações, nomeadamente a sua extensão nos meios rurais e apelaram ao BECEAO a redobrar esforços no controlo das condições gerais dos bancos e para acelerar o projecto de instalação da fibra óptica.

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