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http://rdngbissau.com/observadores-ua-exortam-partidos-politicos-ao-respeito-pelos-resultados-saidos-das-urnas/
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Chefe da Missão de Observação Eleitoral da União Africana (MOE-UA), Joaquim Rafael Branco, exortou esta terça-feira, 12 de março, aos partidos políticos para que respeitem os resultados saídos das urnas, aconselhando os mesmos que em caso da contestação dos resultados do escrutínio, que utilizem as vias legais.

A advertência foi tornada pública numa declaração preliminar conjunta com a missão de observadores eleitorais da Comunidade dos Países da Língua Portuguesa (CPLP) relativamente a condução das eleições legislativas.

Rafael Branco  considerou de livres e transparentes as eleições legislativas de 10 de março, tendo em conta que decorreram num clima de paz e de serenidade, consequência de uma campanha eleitoral calma e sem grandes incidentes em todo o território nacional.

Felicitou os órgãos nacionais responsáveis pelos processos eleitorais bem como os políticos, os órgãos da comunicação social e o sentido cívico demonstrado pela população.

Contudo a Missão de observação eleitoral da união Africana recomendou a preservação do diálogo político, a tolerância e o consenso bem como o reforço de capacidades dos representantes dos partidos políticos em todo o processo eleitoral.

Para MOEUA, é necessário a promoção de sinergias entre a Comissão Nacional das Eleições (CNE) e o Gabinete Técnico de Apoio ao Processo Eleitoral (GTAPE) no que refere a gestão das listas eleitorais como também à capacitação dos membros das mesas de voto.

Recomendou ao governo guineense que melhore o sistema de recenseamento eleitoral e crie condições necessárias à CNE para o exercício das suas funções.

Apesar de MOEUA considerar o escrutínio de positiva, não deixou de apontar algumas falias registadas pelos seus membros no que refere ao controlo da tinta indelével antes de votação, a não perfurações dos cartões dos eleitores em algumas mesas e a ausência das forças de segurança no período de manhã em algumas mesas.

Contou ainda que a missão composta por 30 observadores vindos de 21 países conseguiu cobrir todas as regiões e visitou 143 mesas de votos.

A MOE-AU convidou o governo guineense a regulamentar a observação nacional das eleições para reforçar o envolvimento da sociedade civil.