A Organização Não Governamental – “Bosque y Comunidad” do Reino de Espanha que opera no país, entregou esta segunda-feira, 15 de julho de 2019, à direcção-geral das Florestas e Fauna, o Viveiro Florestal e Central instalado na aldeia de Embunhe, setor de Bissorã, região de Oio no norte da Guiné-Bissau. A cerimónia da entrega contou com a presença das autoridades setoriais, delegados regionais da floresta,   dos representantes da ONG “Bosque y Comunidad” e do Embaixador do Reino de Espanha na Guiné-Bissau.

O viveiro florestal e central de Embunhe dispõe 200 mil diferentes  espécies de plantas, desde o Bissilão, Pau de Conta, Pau de Carvão, Farroba, entre outros.  As 200 mil espécies foram todos recolhidos localmente, nas diferentes regiões do país, através das estruturas da delegacia regional da floresta e serão distribuídas para a repovoação florestal em todo o território nacional a partir de 17 de julho, perspetivando-se replantar quatro a seis hetares em cada região.

O viveiro ocupa uma área de cerca de três hectares e meio e encontra-se vedado com arrame para protegê-lo da entrada de animais ou de pessoas estranhas, a fim de não estragar as sementes. Dispõe igualmente de um furo de água para irrigar as plantas através de um sistema de irrigação aérea. 

Presidindo a cerimónia da entrega, o Embaixador do Reino de Espanha no País, Marcos Rodrigues Canteiro, disse que o seu país está disponível a trabalhar com as autoridades guineenses para a implementação de projetos de conservação do ambiente e florestas bem como do desenvolvimento sustentável.

Assegurou que a reconstrução da floresta sustentável é um trabalho que considera muito complicado e  requer esforço de todos, em particular da comunidade e dos técnicos para o seu desenvolvimento.  

O diretor-geral das Florestas e Fauna, Augusto Fernandes Cabi, explicou na sua declaração aos jornalistas que o executivo,   através daquela direcção-geral  engajou-se a fazer a replantação das árvores em todas as áreas consideradas degradas e zonas afectadas drasticamente pelos cortes.

“Lembro que já tinha frisado aos técnicos depois da minha nomeação em 2018 que não podíamos fazer a replantação de árvores naquele ano devido a falta de condições e que deveríamos prepararmo-nos para este ano. Defendi a ideia naquela altura que não era normal continuarmos a comprar plantas (viveiros) ao Senegal, porque temos melhores condições para fazer o viveiro e avançar para replantação. Decidi não comprar plantas e criar condições necessárias para a implementação dos projetos de viveiros e depois seguimos para a identificação dos campos e trabalhar. Hoje é uma realidade. O que estamos a ver aqui gracas ao apoio dos nossos parceiros e graças aos esforços de todos, vamos avançar para a replantação no próximo dia 17 de julho”, espelhou.

Informou ainda que conseguiram ampliar o viveiro que antes tinha sete mil metros quadrados. Atualmente conta com três hectares e meio e dispõe de outros viveiros em Coli (Quebo) e Pirada (Gabú), que segundo ele, foram criados no quadro da descentralização dos viveiros para cada província do país. Acrescentou que no próximo ano perspetiva-se produzir um milhão de plantas.    

Para o coordenador da ONG “Bosque y Comunidad”, Inácio Merceles, a população de Embunhe merece louvor pela colaboração e disponibilidade para a efectivação do projeto que consolidou o Viveiro Florestal e Central, tendo acrescentado que a população beneficiou de vários apoios através de projetos de desenvolvimento comunitário devido à sua colaboração e disponibilidade.  

“Não estamos aqui para tomar conta dos Viveiros, mas para apoiar tecnicamente as autoridades no sentido de melhorar algumas condições. O viveiro é do governo da Guiné-Bissau, por isso apelamos ao novo governo  que tenha em conta a importância do viveiro”, aconselhou.  

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