siga-nos rdn
RSS RDN
SIGA-NOS Email
Facebook rdn
Facebook rdn
Google+
http://rdngbissau.com/paigc-vence-eleicoes-na-guine-bissau/
YouTube radio nacional
LinkedIn
Instagram

PAIGC obtém 46,1 por cento dos votos e elege 47 deputados, segundo os resultados provisórios anunciados pela CNE. Assegura maioria absoluta no Parlamento com acordos eleitorais com APU-PDGB, UM e PND.

Partido de Domingos Simões Pereira garante maioria absoluta graças aos acordos com APU-PDGB (5 deputados), UM (1 deputado) e PND (1 deputado)

– PAIGC vence legislativas com eleição de 47 deputados Líder do PAIGC lamenta o facto de os números anunciados pela CNE não coincidirem com as expectativas do partido – obter a maioria absoluta – mas garante que aceita os resultados e vai estabelecer as “alianças necessárias” para a estabilidade. Sobre a futura relação com José Mário Vaz, Domingos Simões Pereira sublinha: “Nunca afirmei estar indisponível para trabalhar com o Presidente da República”.

O líder do PAIGC, Domingos Simões Pereira, afirmou hoje (13-03) que o maior vencedor das legislativas de domingo é a Guiné-Bissau e que será primeiro-ministro de todos os guineenses.  “Na condição de presidente do partido escolhido pelo povo para governar o país, na condição de próximo primeiro-ministro da Guiné-Bissau, gostaria de dizer que o maior vencedor desta eleição é o nosso país”, afirmou Domingos Simões Pereira, na sede do partido em Bissau.  Domingos Simões Pereira fez o seu primeiro discurso após conhecidos os resultados eleitorais, no Salão Amílcar Cabral na presença dos jornalistas e de dirigentes do partido, enquanto milhares de apoiantes aguardavam que fosse para o palco, montado no lado lateral da sede, para festejar a vitória.

 Após o anúncio dos resultados provisórios, o debate é aceso nas redes sociais. Entre festejos e queixas dos guineenses, Miguel de Barros, sociólogo guineense, lamenta, no Twitter, a eleição de apenas 14 mulheres, apontando para o “imobilismo em relação à paridade” na Guiné-Bissau.

O analista político guineense Rui Landim destaca a “entrada surpreendente” do Movimento para Alternância Democrática (Madem-G15) na cena política do país, como segundo maior partido no próximo Parlamento, com 27 mandatos. O politólogo justificou a sua surpresa pelo facto de o Madem ter sido criado há oito meses, por dissidentes do PAIGC, declarado vencedor das legislativas de domingo passado, com 47 dos 102 deputados no próximo Parlamento.  “Um partido tão novo e entra logo para segundo lugar no ‘ranking’ dos grandes, é um facto surpreendente esta entrada na cena política nacional”, declarou Rui Landim, em declarações a uma rádio de Bissau.

No mesmo comentário, Landim instou os militantes e dirigentes do PRS, que, segundo a CNE, teve 21 mandatos, a analisar os resultados. O PRS conquistou nas últimas legislativas, em 2014, 41 deputados.  “É uma queda que merece uma análise profunda dos militantes e dirigentes do PRS para que se perceba o que aconteceu com o partido”, exortou Rui Landim.