O Secretário-geral da União Nacional dos Trabalhadores da Guiné (UNTG) reiterou que as Centrais Sindicais manterão firmes nas suas exigências enquanto não existir “diálogo franco e coordenado” com governo.

Júlio Mendonça falava na abertura do seminário de capacitação dos sindicalistas, subordinado ao tema (Prestar Serviços de Qualidade em Tempo Hábil aos seus membros), financiado pela Organização Internacional de Trabalho (OIT), com a duração de três dias. 

Na ocasião, aquele responsável afirmou que, para que haja estabilidade social é necessário promover um diálogo sério e responsável entre governo e os demais parceiros sociais. 

Disse que os responsáveis sindicais jamais ficarão exaustos, enquanto o governo não respeitar os funcionários, o princípio de boa gestão da coisa pública,o cumprimento escrupuloso do primado da legalidade e uma coordenação clara entre os sindicatos e Ministério da Função Pública, regras de ingresso nas instituições estatais,a promoção da carreira, entre outras. 

Aquele sindicalista disse que as duas centrais sindicais se concentraram na formação e consciencialização do homem guineense, para assumiram a responsabilidade de representar, promover, e defender a classe subordinada “porque quem paga os impostos na Guiné-Bissau são os trabalhadores”. 

Mendonça afirmou que, enquanto líderes sindicais, nunca pretendem agir fora da lei, acrescentando que sempre levam a cabo as suas ações, com base nas estratégias definidas nas actividades governativas para o mandato de quatro anos.  

“Dificilmente se ouve falar de greves nos países onde existe boa administração, onde o executivo prioriza o diálogo permanente com parceiros sociais porque a riqueza é gerida com base no princípio da racionalidade e prioridade na resolução dos problemas sociais, “salientou.  

Disse que o país é um dos piores no índice de desenvolvimento, “porque a classe política nunca imitou as boas práticas governativas”. 

Afirmou que, enquanto defensores da classe trabalhadora, nunca pouparão esforços na lutar para conquistar a dignidade daqueles que quotidianamente prestam serviços e pagam impostos ao Estado. 

Mendonça solicitou aos líderes sindicais para se empenharem na capacitação, para melhor servir o país e apoiar o governo com boas iniciativas para o processo do desenvolvimento, através de sensibilização dos associados no sentido de cumprirem os seus deveres e obrigações enquanto servidores públicos, para assim terem a moral de exigir o respeito aos seus direitos. 

As duas centrais sindicais negoceiam com o novo governo a satisfação de cerca de 40 reivindicações entre as quais o aumento do salário mínimo de 50.000,00fcfa para 100.000,00fcfc. 

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