O Secretário-geral da União Nacional dos Trabalhadores da Guiné (UNTG), Júlio Mendonça, afirmou esta segunda-feira, 24 de junho de 2019, que as duas maiores centrais sindicais (UNTG e CGSI-GB) do país não vão dar benefício de dúvida ao novo governo dirigido por Aristides Gomes e ameaçam continuar com as paralisações na função pública, em defesa dos direitos dos servidores públicos.  

“Os sindicatos já deram muito benefício de dúvidas aos diferentes governos desde 1974 até a esta data. Para mim, chegou a hora de os políticos darem também benefício de dúvida aos servidores públicos: cumprir, no mínimo, com as exigências apresentadas pelos trabalhadores da Guiné”, referiu o sindicalista na sua declaração aos jornalistas sobre a possibilidade de as organizações sindicais darem benifício de dúvidas ao novo governo.

Para o líder sindical, “Aristides Gomes teve tempo suficiente para travar as paralisações na administração pública, mas decidiu relegar as exigências para o novo chefe de  governo. Felizmente, voltou a sê-lo”, observou.

Mendonça mostrou claramente que os sindicatos (UNTG e CGSI-GB) perderam a confiança no antigo Primeiro-ministro e que se dependesse deles, Aristides Gomes não teria sido nomeado Chefe de governo novamente, mas atribui responsabilidades à pessoa que o indicou para Primeiro-ministro.

Apesar de algum ceticismo, Júlio Mendonça acredita  que ainda é possível operar mudanças na governação, se se primar pelo diálogo com os parceiros sociais e lutar contra o fenómeno da corrupção.

Júlio Mendonça afirma que os 47 pontos constantes do pré-aviso de greve serão os mesmos com que os sindicatos continuarão a sua luta sindical.  

“Aristides Gomes foi mais prepotente do que dialogante.  Espero que desta vez ele mude, caso contrário estamos no terreno”, avisou o sindicalista guineense sem, no entanto, adiantar mais pormenores.

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